O dólar abriu em queda nesta quinta-feira (23), em meio a um dia benigno nos mercados financeiros externos, que eram beneficiados pelo famoso rali de Natal.


Às 9h15, a moeda norte-americana recuava 0,66%, cotada a R$ 5,6299.


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 Cenário


Segundo a agência Reuters, a moeda brasileira dividiu com o peso chileno o posto de divisa com melhor desempenho nesta sessão.


O clima mais ameno no exterior, onde os ativos financeiros ganharam terreno na parte da tarde, foi decisivo para que o dólar aprofundasse as quedas por aqui. A menor liquidez, típica de fim de ano, exacerbou os movimentos.


Os receios sobre a nova cepa do coronavírus, considerada mais transmissível, derrubaram os mercados globais em sessões recentes e catapultaram o dólar em todo o mundo. 


O alívio no dólar em todo o mundo nesta sessão pode ter sido também exacerbado pela menor liquidez, conforme investidores reduzem o ritmo antes do Natal e do Ano Novo.


Em meio à menor liquidez, o Banco Central proveu dólares ao mercado. A autoridade monetária vendeu o lote integral ofertado de US$ 700 milhões em swaps cambiais "novos" e, posteriormente, adiou o vencimento de US$ 731 milhões nesses derivativos.


Na seara fiscal doméstica - um dos principais guias da taxa de câmbio neste ano -, os agentes financeiros se debruçaram sobre o Orçamento de 2022, aprovado na véspera pelo Congresso. O parecer aprovado prevê que, após a aprovação das emendas constitucionais que alteraram a forma de pagamento dos precatórios, será criada uma margem fiscal para o próximo ano de R$ 113,1 bilhões, valor superior à estimativa do governo federal de R$ 106 bilhões.


"Após o alargamento do teto de gastos e o não pagamento de precatórios, o Orçamento de 2022 parece crível, mas não será executado sem desafios", disse a XP em nota.



Fonte : G1